Configurando um Servidor Apache – Arquivo httpd.conf

O arquivo httpd.conf possui as configuracoes do servidor web Apache, geralmente o mesmo está localizado dentro da árvore na pasta /conf. Conforme demonstrado abaixo, neste caso temos o servidor web instalado na pasta /usr/local/apache2 e o arquivo de configuracao localizado na pasta usr/local/apache2/conf.

FABRICIONOTE:/usr/local/apache2/bin # ls

ab apu-1-config dbmmanage htcacheclean htpasswd logresolve

apachectl apxs envvars htdbm httpd rotatelogs

apr-1-config checkgid envvars-std htdigest httxt2dbm

FABRICIONOTE:/usr/local/apache2/bin # cd..

FABRICIONOTE:/usr/local/apache2 # ls

bin build cgi-bin conf error htdocs icons include lib logs man manual modules

FABRICIONOTE:/usr/local/apache2 # cd conf

FABRICIONOTE:/usr/local/apache2/conf # ls

extra httpd.conf magic mime.types original

FABRICIONOTE:/usr/local/apache2/conf #

O arquivo padrao gerado possui diversos parâmetros que já estao configurados de acordo com a instalacao do servidor. Descreveremos de forma simplicada os principais parâmetros que constam neste arquivo.


Server Root

Este parametro define o diretório base do servidor, dentro do qual os arquivos de configuracao, de erro e logs sao guardados. Podemos ver abaixo o parametro definido no arquivo do servidor configurado acima.

# Exemplo:

ServerRoot “/usr/local/apache2″


Listen

Este parametro define em qual porta o servidor web irá escutar, geralmente os servidores escutam na porta 80. Há também a possibilidade de escutar apenas uma porta em um determinado IP, o que pode ser útil caso a máquina onde o servidor está hospedado possua mais de um endereco IP.

# Exemplo:

Listen 80


LoadModule

Este parametro permite o carregamento de módulos, localizados dentro do diretório base do servidor, este módulos sao utilizados pelo servidor, independente do website que está sendo carregado. No arquivo de configuracao padrao esta opcao está comentada.

# Exemplo:

# LoadModule foo_module modules/mod_foo.so


ServerAdmin

Este parâmetro permite a definicão do e-mail do administrador do servidor, este e-mail será exibido em algumas páginas de erro.

# Exemplo:

ServerAdmin admin@nomedoservidor.com


ServerName

Este parâmetro permite a definicão manual do endereco registrado de DNS para o servidor e porta, caso exista. Este parâmetro é determinado automaticamente, mas para evitar problemas o Apache permite a configuracão manual. Caso o servidor não possua um domínio DNS registrado, pode-se utilizar o IP e porta do servidor nesta configuracão.

# Exemplo:

#ServerName www.example.com:80


DocumentRoot

Este parâmetro permite a definicão do diretório onde estão localizadas as páginas web que serão servidas pelo servidor web. Por padrão o Apache utiliza a pasta /htdocs localizado dentro do diretório base do Apache.


# Exemplo:

DocumentRoot “/usr/local/apache2/htdocs”


<Directory>

A utilizacão desta diretiva permite atribuir diversas diretivas ou regras para um conjunto de diretórios ou de subdiretórios de um pasta. Existem diversos parâmetros que podem ser utilizados para configuracão, neste roteiro citaremos apenas os mais simples.

#Exemplo

<Directory />

Options FollowSymLinks

AllowOverride None

Order deny,allow

Deny from all

</Directory>

O exemplo acima mostra um conjunto de regras que se aplica a todos os diretórios. Este conjunto está presente no arquivo httpd.conf padrão gerado durante a instalacão. Vamos explicar cada um dos parâmetros listados. A diretiva Options possui diversas opcões de configuracão que podem ser ativadas, no caso acima a opcão FollowSymLinks está sendo ativada, esta opcão informa ao servidor Apache que ele deve aceitar link simbólicos caso o mesma exista em uma pasta (entenda link simbólico como a criacão de um atalho para determinado arquivo ou diretório).

Logo após esta opcão temos a diretiva AllowOverride, seguida da opcão None. Esta diretiva informa ao Apache se ele deve ou não ler os arquivos .htaccess (este arquivo será discutida posteriormente) que um diretório contém, utilizando a opcão None estamos informando ao Apache para ignorar todos os arquivos .htaccess em qualquer diretório.

Na próxima linha temos a diretiva Order, que irá indicar quais regras o servidor Apache irá utilizar para validar se um novo requerimento pode ou não ser atendido. Ao utilizar a opcão deny,allow estamos informando ao Apache para negar todos os pedidos que se enquadre em pelo menos um regra de negacão, com excessão dos pedidos que também se enquadram em pelo menos uma regra que o permita (allow).

A diretiva Deny informa para quais hosts o acesso a qualquer parte do servidor será negado. A mesma é seguida, obrigatoriamente, da cláusula from. No caso acima estamos informando ao servidor para negar o acesso a qualquer parte do servidor a todos os hosts. Como podemos perceber estamos utilizando a regra de negar tudo e abrir somente o necessário, conforme veremos abaixo.

A configuracão acima deve estar presente sempre que possível pois a utilizacão da mesma automaticamente bloqueia qualquer tentativa de acessar outras áreas do sistema de arquivos, devido a política de negar tudo. Abaixo ativaremos somente o diretório onde os arquivos que serão servidos estão guardados, /htdocs.

#Exemplo

<Directory “/usr/local/apache2/htdocs”>

Options Indexes FollowSymLinks

AllowOverride None

Order allow,deny

Allow from all

</Directory>

A regra acima já possui alguns elementos novos. Como podemos observar definimos dentro da diretiva Directory a qual diretório a mesma se aplica, neste caso /usr/local/apache/htdocs , ou seja, o local onde estão armazenados os arquivos que serão servidos. Observando o arquivo vemos que as configuracões presentes nos arquivos .htaccess ainda são ignoradas, mas que a política de acesso foi alterada, ou seja, estamos utilizando agora a ordem allow,deny.

A utilizacão da ordem acima fará com que o Apache verifique se o pedido do host se encaixa em alguma regra allow, caso negativo o pedido é descartado. Após verificar que o mesmo se encaixa em uma regra de acesso, ele irá verificar se o pedido se enquadra em algum regra de negacão, caso positivo o pedido será descartado. Finalmente temos a regra Allow from all, que informa ao servidor Apache que o mesmo deve aceitar requisicões de qualquer host que tenha como objetivo algum dos dados constantes no diretório /usr/local/apache2/htdocs.


<IfModule>

A diretiva IfModule é utilizada para executar instrucões condicionais, ou seja, apenas se a regra utilizada for verdadeira que as instrucões localizadas dentro da diretiva serão executadas.

#Exemplo

<IfModule dir_module>

DirectoryIndex index.html

</IfModule>


O parâmetro que segue a declaracão é o nome do módulo, neste caso, a diretiva está verificando se o módulo dir_module está carregado. Como não carregamos explicitamente este módulo na diretiva LoadModule devemos verificar se o mesmo está sendo carregado automaticamente. Podemos verificar isto através do comando ./apachectl -l, que irá listar os módulos que estão sendo carregados automaticamente, conforme listado abaixo.

FABRICIONOTE:/usr/local/apache2/bin # ./apachectl -l

Compiled in modules:

core.c

mod_authn_file.c

mod_authn_default.c

mod_authz_host.c

mod_authz_groupfile.c

mod_authz_user.c

mod_authz_default.c

mod_auth_basic.c

mod_include.c

mod_filter.c

mod_log_config.c

mod_env.c

mod_setenvif.c

prefork.c

http_core.c

mod_mime.c

mod_status.c

mod_autoindex.c

mod_asis.c

mod_cgi.c

mod_negotiation.c

mod_dir.c

mod_actions.c

mod_userdir.c

mod_alias.c

mod_so.c

Podemos verificar, claramente, que o módulo em questão, que é responsável por permitir enderecamento do tipo “./htdocs”, ou seja, enderecamentos relativos, sempre será carregado, logo, a diretiva será sempre verdadeira.


DirectoryIndex

Dentro da mesma possuímos outra diretiva, DirectoryIndex, esta diretiva irá procurar pelo arquivo designado como argumento sempre que um usuário fizer a requisicão de um diretório, ou seja, se o usuário digitar o endereco http://meusite.com/forum/, o servidor Apache irá procurar dentro da pasta fórum o arquivo index.html, caso o mesmo exista, caso contrário exibirá a estrutura do diretório, condicionada a permissão para realizar esta listagem.


<FilesMatch>

A diretiva FilesMatch permite gerenciar permissões para um determinado tipo de arquivo, através da utilizacão de uma expressão regex como argumento da regra, conforme listado abaixo.

#Exemplo

<FilesMatch “^\.ht”>

Order allow,deny

Deny from all

Satisfy All

</FilesMatch>

A utilizacão de expressões regex é comum em diversos aplicativos e a sua documentacão é extensa, caso o leitor tenha interesse favor verificar o endereco a seguir para maiores definicões: http://www.perl.com/doc/manual/html/pod/perlre.html

Vamos explicar cada parâmetro do argumento. O parâmetro ^ indica que os parâmetros seguintes deverão ocorrer no início da linha, ou seja, no ínicio do nome do arquivo. O \ é utilizado para comentar o próximo caractere, caso contrário o mesmo poderia ser interpretado como parte do comando, neste caso, ele comentou o caractere “.”, indicando que o arquivo comeca com “.”. As duas letras seguintes não são comandos regex, logo, são interpretadas como parte da condicão do nome do arquivo. Resumindo, estamos querendo todos os arquivos que comecem com “.ht”, ou seja, no Apache estes arquivos são, geralmente, .htaccess e .htpasswd.

Agora que sabemos a quais arquivos a regra se aplica, verificaremos o conteúdo da regra, neste caso, a diretiva está utilizando a ordem allow,deny citada anteriormente, logo, o Apache verificará se a requisicão se enquadra em alguma regra de permissão, caso positivo irá verificar se a mesma se enquadra em alguma regra de negacão, caso positivo irá descartar a requisicão.

A condicão Deny from all, indica que todas as requisicoes para arquivos que aderem o regex deverão ser negadas. A nova condicão Satisfy All é utilizada para indicar que hosts tentando obter estes arquivos deverão se enquadrar nas restricões de host, ou seja, o host deve estar permitido a se conectar e também deverá se autenticar com usuário e senha, caso esta protecão esteja ativada. Esta condicão possui também a opcao Any, neste caso, basta que o usuário que esteja conectando satifaca alguma das duas regras anteriores: restricão de host ou autenticacão usuário/senha.

A regra que vimos acima na diretiva FilesMatch, tem como objetivo bloquear o acesso aos arquivos .htaccess e .htpasswd, que poderiam comprometer a seguranca do servidor.


ErrorLog

Esta diretiva indica em qual arquivo deverão ser gravados os erros que forem encontrados pelo servidor Apache.

#Exemplo

ErrorLog logs/error_log


LogLevel

#Exemplo

LogLevel warn


Esta diretiva indica o nível das mensagens de erro que serão gravadas no arquivo de log, conforme listado abaixo:

  • emerg : Grava apenas emergências, geralmente quando o servidor está inutilizável.

  • alert : Grava erros que devem ser resolvidos imediatamente.

  • crit : Grava erros relacionados a condicões críticas, como, por exemplo, falhas aos tentar abrir um socket.

  • error: Grava condicões de erros normais.

  • warn: Grava erros até o nível de advertência, como, por exemplo erros recuperáveis pelo servidor.

  • notice: Grava mensagens mesmo que não ocorra erro mas que sejam significantes.

  • info: Grava até mensagens informativas, indicando solucões para pequenos problemas de performance.

  • debug: Grava todas as mensagens, desde erros até abertura de arquivos de configuracão.

Na configuracão acima, estamos optando por gravar mensagens até o nível de advertência, ou seja, erros que podem ser contornados pelo servidor mas que, provavelmente, não deveriam estar ocorrendo.


ScriptAlias

<IfModule alias_module>

ScriptAlias /cgi-bin/ “/usr/local/apache2/cgi-bin/”

</IfModule>


Esta diretiva mapeia URLs para uma determina pasta e indica que o destino não é um diretório mas sim um script CGI, ou seja, uma aplicacão. No caso acima o servidor Apache irá redirecionar qualquer URL contendo /cgi-bin/ para a pasta “/usr/local/apache2/cgi-bin/”, e irá verificar que neste caso deverá ser acionado um script CGI.

Exemplo: “http://www.meuservidor.com/cgi-bin/cadastro”, a requisicão proveniente desta URL será redirecionada para a pasta citada e será executado o script CGI “cadastro”, caso o mesmo exista.

Já explicamos anteriormente a diretiva IfModule, o módulo que está sendo verificado é responsável por mapear enderecos de URL para outras partes do sistema de arquivos do servidor, além de prover redirecionamento de requisicões.

Como definimos o diretório CGI acima, o arquivo de configuracões possui também uma configuracão de permissões para este diretório, conforme listado abaixo. O endereco deste diretório deve estar igual ao endereco utilizado na diretiva ScriptAlias acima.

<Directory “/usr/local/apache2/cgi-bin”>

AllowOverride None

Options None

Order allow,deny

Allow from all

</Directory>

A diretiva acima estabelece que não serão interpretados os arquivos .htaccess do diretório, também estabelece que nenhuma opcao extra da diretiva Options será utilizada. A diretiva utiliza a ordem allow,deny, ou seja, a requisicão deverá primeiramente se enquadrar em alguma regra de permissão ou será descartada. Caso a mesma se enquadre, o servidor verificará se a mesma se enquadra em algum regra de negacão, caso positivo, a requisicão será descartada. Finalmente, a regra estabelece que todos os hosts são autorizados a enviar requisicões para este diretório, observando que, a única forma de acessar o mesmo é através do alias /cgi-bin/ descrito anteriormente.


DefaultType

#Exemplo

DefaultType text/plain

Determina o tipo padrão que o servidor Apache irá utilizar para interpretar documentos para os quais o mesmo não reconheca a extensão do arquivo. Neste caso estamos utilizando o tipo de arquivo texto padrão, que será utilizado para exibir todos os documentos cujo tipo não for reconhecido pelo servidor Apache.


TypesConfig

#Exemplo

TypesConfig conf/mime.types

A diretiva acima indica em qual arquivos estão localizados os tipos de arquivos reconhecidos pelo servidor Apache, neste caso, o mesmo está apontando para o arquivo mime.types, que se encontra na pasta /conf.

Ao abrir o arquivo mime.types encontramos diversos formatos de arquivos que podem ser interpretados pelo servidor, o mime type é utilizado pelo servidor para responder a uma requisicão por um arquivo específico, ou seja, o mime type é incluído na resposta gerada pelo servidor, permitindo ao navegador identificar o tipo do arquivo e qual aplicacão o mesmo deverá acionar para exibir corretamente os dados recebidos.

Abaixo temos um exemplo de algumas extensões que se encontram dentro do arquivo mime.types. Primeiramente o arquivo define o tipo do arquivo e, caso conheca, a extensão do mesmo.


# MIME type Extensions

application/msword doc

application/octet-stream bin dms lha lzh exe class so dll dmg

application/ogg ogg

application/pdf pdf

application/vnd.ms-excel xls

application/vnd.ms-powerpoint ppt

application/x-shockwave-flash swf

application/xhtml+xml xhtml xht

application/xslt+xml xslt

application/xml xml xsl

application/xml-dtd dtd

application/zip zip

audio/midi mid midi kar

audio/mpeg mpga mp2 mp3

audio/x-pn-realaudio ram ra

application/vnd.rn-realmedia rm

audio/x-wav wav

image/gif gif

image/jpeg jpeg jpg jpe

image/png png

image/svg+xml svg

text/css css

text/html html htm

text/plain asc txt

video/mpeg mpeg mpg mpe

video/quicktime qt mov

video/x-msvideo avi


AddType

A diretiva AddType permite adicionar, manualmente, novos tipos de arquivo, que não estão inclusos no arquivo mime.types. Esta opcão permite também sobrescrever a configuracão existente no arquivo mime.types, conforme exemplo abaixo.

É importante citar que ambas as diretivas TypesConfig e AddTypes estão inclusas dentro de um diretiva IfModule, que verifica a existência do módulo mime_module, responsável por efetuar a interpretacão dos tipos mime, alterando o idioma, conjunto de caracteres e forma de codificacão de acordo com o tipo de arquivo.

<IfModule mime_module>

TypesConfig conf/mime.types

AddType application/x-compress .Z

AddType application/x-gzip .gz .tgz

</IfModule>


Error Document

Esta diretiva não é obrigatória, pois o servidor Apache já possui páginas de erro padrão que são exibidas sempre que um erro é encontrado. Podemos alterar estas páginas através da utilizacão da diretiva ErrorDocument, conforme exemplo abaixo. Ela recebe dois argumentos, o primeiro é o tipo de erro (os mais comuns são 500: Servidor Ocupado e 404: Página não Encontrada) e o segundo argumento é qual arquivo ou página deverá ser exibido caso o erro ocorra. É recomendável personalizar as páginas de erro, retirando informacões sensíveis, como, por exemplo, a versão do servidor e em qual IP o mesmo está rodando.

# Exemplo:

ErrorDocument 500 “Desculpe, mas o servidor está muito ocupado. Tente mais tarde.”

ErrorDocument 404 FaltaPagina.html


Include

# Exemplo

Include conf/extra/httpd-manual.conf

Por último, temos a diretiva Include, que permite a inclusão de outros arquivos de configuracão dentro do httpd.conf, sem necessidade, de importar, manualmente, todas as regras. A utilizacão desta diretiva facilita a leitura do arquivo e separa as regras de acordo com sua área de atuacão.



Montando Sua Planilha de Controle de Gastos – Parte 2

Continuando o último post hoje vamos falar da última versão da planilha de controle de gastos.

Se você ainda não leu o primeiro post clique aqui para ver a parte 1.

A Terceira Versão

A versão atual da planilha solucionou os problemas das anteriores com diversas alterações. A tabela de controle de gastos foi desmembrada em uma tabela para cada mês do ano e mais uma para o resumo de todo o ano.

A tabela de cada mês passou a comportar todos os créditos e débitos do mês totalizados por categoria, bem como todos os lançamentos da conta-corrente no mês.

A totalização nas categorias é feita de forma automática, desde que a categoria esteja prevista no orçamento do mês. Para acrescentar uma nova categoria basta escolher uma linha em branco e digitar o nome da mesma e pronto.

Além das alterações acima, criei também uma coluna nova, dividindo os lançamentos entre conta-corrente e cartão de crédito. Dessa forma tenho como acompanhar o que foi gasto via conta-corrente e no cartão de crédito para uma determinada categoria.

Cada categoria passou a ter 4 colunas : Valor Previsto (orçamento), Conta-Corrente , Cartão e Diferença. Isso solucionou um dos problemas, que era identificar as categorias de cada compra no cartão de crédito.

Já com a nova tabela do resumo anual foi possível ter uma visão de todo o ano identificando os totais de cada categoria em cada mês e no ano. Nessa planilha, as categorias são agrupadas em grupos como “Transporte” , “Saúde”, “Educação”, etc.. esses grupos podem ser utilizados para gerar gráficos anuais mostrando o percentual de cada grupo no total das despesas.

A tabela de cartão de crédito também foi alterada, com a criação de uma nova coluna “Categoria”. Agora era possível classificar as compras do cartão de crédito nas categorias corretas, eliminando a categoria “Cartão” que existia na segunda versão.

Uma vantagem desse método é que, como na tabela mensal os lançamentos do cartão de crédito estão separados na coluna “Cartão”,  basta somar todos os lançamentos e comparar com o valor da fatura do cartão para verificar se todos os lançamentos estão presentes.

Criei também uma tabela simples para despesas anuais. Nessa tabela, coloco o nome da despesa (ex: Seguro, IPVA, IPTU, etc) a data em que ela está prevista para ocorrer e o valor estimado. Dessa forma, ao montar os orçamentos mensais, posso incluir essas despesas nos mesmos, evitando surpresas.

Não sei se vocês perceberam mas em momento algum falei o período de cada orçamento mensal, ou seja, o dia em que o mesmo começa e termina. A planilha é flexível nesse ponto, você pode definir que o seu orçamento de fevereiro começa em 01/02 ou 05/02 ou até em 20/01, o que definirá isso são os lançamentos colocados em cada tabela de cada mês.

Já a tabela de cartão de crédito só fala o mês de referência da fatura, ou seja, a fatura de fevereiro vence nesse respectivo mês, logo, a tabela do mês de fevereiro busca na tabela de cartão os lançamentos realizados apenas no mês de fevereiro e totaliza os mesmos na coluna “Cartão” por categoria.

Bem pessoal, meu intuito nesse 2 posts era mostrar como estruturar uma planilha de controle de gastos. A planilha acima me atende plenamente até o momento. Ainda não encontrei motivos para criar uma quarta versão.

Monte a sua também, tenho certeza que ajudará as suas finanças pessoais!

Dicas

1. A planilha foi criada no OpenOffice ou BrOffice mas salva em formato do Excel 2003.

2. Para totalizar os valores de uma determinada categoria utilize a função SOMASE do BrOffice. Ela foi a base de toda a minha planilha.

3. Ao criar as tabelas mensais e anuais deixe espaços em branco para novas categorias, pois elas sempre surgem ao longo do ano.

4. Se você possui empréstimos, crie uma tabela na sua planilha para acompanhar a evolução de cada um deles e simule a amortização mensal que fará. Utilizei muito esse método e isso me incentivou a quitar empréstimos antes do previsto. É muito bom ver um gráfico com o saldo devedor diminuindo rapidamente a cada mês.

5. Utilize as sobras de cada categoria do orçamento para antecipar empréstimos ou outras dívidas. Exemplo: se você estimou que iria gastar R$80,00 na conta de luz mas gastou apenas R$60,00 , guarde os R$20,00 restantes para antecipar financiamentos ou investir. Esse valor não impacta o seu orçamento pois já estava previsto. Não deixe esse valor na  sua conta-corrente, senão ele será gasto com outras coisas.

6. Revise a sua planilha diariamente. Ao revisar a sua planilha diariamente, você sempre estará se lembrando das metas que possui e de como está o seu orçamento.

7. Utilize a sua planilha para simular novas aquisições, ou seja, antes de comprar/financiar/contratar algo, verifique o impacto no seu orçamento anual.

8. Crie o hábito de zerar o saldo da sua conta-corrente no final do orçamento mensal. Se a sua conta-corrente estiver positiva no final do seu orçamento, retire o que sobrou e utilize para amortizar dívidas ou investir. Isso evita o gasto desnecessário do saldo remanescente. Essa dica só não é válida se o orçamento do próximo mês já estiver no vermelho, nesse caso, mantenha o saldo e procure corrigir o orçamento dos próximos meses.

9. Se ao tentar comprar algo a vista você não receber desconto, compre parcelado sem juros no cartão de crédito e aplique o dinheiro na poupança. Mensalmente resgate o valor da parcela para a sua conta-corrente. Dessa forma você ganhará alguns R$ com o saldo remanescente a cada mês.

10. Verifique as suas despesas com planos de internet, telefone fixo, celular pós-pago e tv por assinatura. Sempre é possível negociar descontos com as empresas ameaçando mudar de prestadora ou cancelar o serviço.

Montando Sua Planilha de Controle de Gastos – Parte 1

Olá pessoal! Hoje, ao retomar o blog, decidi falar sobre um assunto importante : controle de gastos! Isso mesmo!

O motivo? Simples! Muitas pessoas não sabem por onde começar quando o assunto é analisar e controlar as suas finanças. Durante muito tempo também fui assim, mas depois de algum tempo vi que fazia falta ter algum tipo de controle e um orçamento mensal previsível. Procurei na internet programas que pudessem me ajudar, sendo que gostei muito do Moneydance, feito em Java, o que permitia que eu levasse ele no meu pendrive e utilizasse em casa e no trabalho.

Após algum tempo, percebi que o Moneydance não estava me atendendo mais, por mais que personalizasse o programa, simplesmente ele nunca teria a flexibilidade que eu queria. O problema se repetiu com diversos outros programas testados. Utilizei também o gerenciador financeiro pessoal disponível para correntistas do Banco do Brasil, mas o mesmo também não me atendeu.

Depois de tudo isso, resolvi que era hora de criar a minha planilha. Não gostei de nenhuma que encontrei na internet, a maioria apenas classificava os créditos e débitos pelos totais. Iniciei então o desenvolvimento da minha própria planilha.

A Primeira Versão

 

 

 

 

 

 

 

 

A primeira planilha que criei era composta de duas tabelas. Uma para os gastos mensais e outra para os gastos com o cartão de crédito. O total dos gastos com o cartão de crédito era transferido para a primeira tabela. Nas imagens fica claro como a planilha era bem simples, mas já era um começo.

Não é difícil imaginar que a primeira versão durou pouco tempo.

A Segunda Versão

Na segunda versão acrescentei diversas modificações. Na tabela de acompanhamento mensal, o valor de cada categoria de gasto foi desmembrado em 3 colunas : previsto, realizado e diferença. Com essa modificação foi possível montar um orçamento mensal e acompanhar também o que havia sido gasto, identificando desvios e corrigindo os orçamentos dos próximos meses. As categorias também foram divididas em créditos e débitos, nessa respectiva ordem.

A tabela de cartão de crédito foi modificada através da criação de 3 colunas: número da parcela, quantidade de parcelas e indicador de classificação. As duas primeiras serviam para identificar compras parceladas e prever as mesmas nos orçamentos mensais, a última coluna era utilizada para identificar se aquela compra já havia sido incluida nos orçamentos mensais.





 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim como na tabela de acompanhamento mensal, inclui também a divisão por créditos e débitos, devido aos acertos de cartão (estornos, ajustes a crédito, etc).

Além das duas tabelas modificadas, criei também outra tabela para acompanhamento de saldos em poupança e investimentos. Nessa mesma tabela inclui também o acompanhamento do saldo patrimonial, ou seja, a diferença entre todos os meus créditos e todos os débitos (compras parceladas, financiamentos, etc).

Apesar de ser uma grande evolução da versão anterior, esta planilha ainda deixava a desejar pelos seguintes fatores:

  1. A totalização dos lançamentos era manual, ou seja, caso esquecesse haveria divergência entre os lançamentos da conta-corrente a as tabelas de controle.
  2. Não havia detalhamento dos lançamentos. A planilha só possuia os valores por categoria, ou seja, não havia como saber que lançamentos estavam compondo o valor total.
  3. Os lançamentos do cartão de crédito não eram categorizados. Todos os lançamentos eram agrupados na categoria “Cartão”, mascarando a real categoria da compra.

Por hoje é só pessoal, aguardem o próximo post com a versão atual que solucionou os problemas citados!

Governo Deverá Lançar PAC das Olimpíadas e da Copa

Mais uma notícia sobre a Copa e Olimpíadas. Em pouco tempo começarão os gastos…

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta (8/10) que o governo irá se reunir nos próximos dias para definir um “tratamento especial”, para as obras referentes à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. A ministra chegou a usar a expressão PAC da Copa e PAC das Olimpíadas.

“O governo federal nos próximos dias vai fazer uma conjunto de discussões porque achamos que tem que ter um tratamento especial para 2014 e 2016. Podemos até chamar de PAC das Olimpíadas e um para a Copa”, disse a ministra após a apresentação do 8º Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujos investimentos somaram até agosto dese ano R$ 338,4 bilhões.

Dilma ressaltou ainda o caráter histórico das Olimpíadas, adaptando à situação brasileira. “As Olimpíadas tem um significado histórico. No Brasil, é o momento de comemorar o fato de termos deixado de ser o país do futuro para ser o país do presente.”

A ministra disse ainda que o governo terá condições de realizar uma política de investimentos, visando à mobilidade urbana e ao incentivo da participação dos mais jovens. “Essa mobilização não poderá ser apenas nas nossas escolas, mas também na sociedade, no sentido de termos uma maior número de atletas”, disse Dilma.

Fonte: Correio Braziliense


Sai no Uêba!

out 8th, 2009 | Arquivado em Brasil, Tecnologia